Ensaios e Testes Geotécnicos
A Geoteste, empresa do Grupo Gontijo Fundações, foi fundada em 2015 por um corpo de engenheiros geotécnicos que, somados, possuem centenas de anos de experiência no ramo.
Realizamos diversos tipos de ensaios geotécnicos para garantir a segurança e a qualidade das fundações, com equipamentos de última geração e equipe altamente especializada.
Precisão Técnica
Resultados confiáveis
Desde 2015
Experiência comprovada
Grupo Gontijo Fundações
Solidez e tradição

Prova de Carga Estática (PCE)
A prova de carga estática é a técnica mais tradicional de ensaio para a determinação da capacidade de carga de estacas.
Este ensaio consiste, basicamente, em aplicar esforços estáticos crescentes à estaca e registrar os deslocamentos correspondentes. Os esforços aplicados podem ser axiais de tração, compressão ou transversais.
Na prova de carga estática, o elemento da fundação é solicitado por um ou mais macacos hidráulicos, empregando-se um sistema de reação estável. Para tanto, é comum o uso de vigas metálicas e ancoragens embutidas no terreno.
O tipo de ensaio mais comum envolve a aplicação de carregamentos de compressão à estaca, em estágios crescentes, registrando-se os deslocamentos correspondentes. O conjunto constituído pela estaca, macaco hidráulico e sistema de reação deve ser projetado e montado de modo a se garantir que a carga aplicada atue na direção desejada. É importante ainda assegurar que o carregamento previsto seja alcançado com sucesso.
A análise dos dados obtidos em campo traz informações importantes, tais como curva carga x deslocamento, capacidade de carga da estaca, recalque associado à carga de trabalho, parcelas de resistência de ponta e atrito lateral, coeficiente de segurança do estaqueamento.

Prova de Carga Dinâmica (PDA)
O PDA (Pile Driving Analyzer) é um ensaio de carregamento dinâmico que tem como objetivo avaliar a capacidade de carga da interação solo/estaca.
São colhidos sinais através da instalação de sensores no fuste da estaca, em uma seção situada pelo menos duas vezes o diâmetro abaixo do topo. Os sinais destes sensores são enviados por cabos ao equipamento PDA, que os armazena e processa em tempo real. Além da capacidade de ruptura do solo, esse ensaio pode gerar outros tipos de dados como:
• Tensões máximas de compressão e tração no material da estaca durante os golpes; • Nível de flexão sofrido pela estaca; • Informações sobre a integridade da estaca, com localização de eventual dano e estimativa de sua intensidade; • Energia efetivamente transmitida para a estaca, permitindo estimar a eficiência do sistema de cravação; • Deslocamento máximo da estaca; • Velocidade de aplicação dos golpes.

Teste de Integridade em Estacas (PIT)
Também conhecido como "ensaio pelo método sônico" ou "Pulse Echo", o PIT (Pile Integrity Test) é um ensaio de baixo custo.
Ele tem como resultados: • Determinação do comprimento efetivo de estacas moldadas in loco; • Detecção de possíveis patologias (Seccionamento, estrangulamento, quebra); • Indicação de alteração relevante do material que constitui a estaca (Exemplo: concreto de má qualidade).
No primeiro momento, é feito o posicionamento de um acelerômetro de alta sensibilidade com auxílio de material viscoso. A partir disso, usa-se um martelo de mão com características conhecidas para gerar impacto. Uma onda se propaga pela estaca, sendo lida pelo acelerômetro.

Ensaio de Placa – PCE sobre Placa
O ensaio de prova de carga estática sobre placa, também conhecido como ensaio de tensão superficial do solo, é uma ferramenta essencial na engenharia geotécnica. Sua principal finalidade é avaliar a estabilidade e a capacidade de suporte superficial do solo em uma área específica.
Um dos principais benefícios do ensaio de placa é sua capacidade de auxiliar no dimensionamento de fundações diretas, como sapatas e radiers. Ao aplicar cuidadosamente uma carga controlada sobre uma placa de teste posicionada na superfície do solo, os engenheiros podem avaliar como o solo responde à carga e determinar sua capacidade de suporte. Isso é crítico para projetos de fundações, onde estabilidade e segurança são primordiais.
Além disso, o ensaio de placa desempenha um papel significativo na avaliação da necessidade de estacas em pisos de galpões industriais. Essa aplicação específica é crucial porque a instabilidade do solo sob as patolas de guindastes em galpões industriais pode representar um risco sério. Portanto, ao conduzir esse teste, os engenheiros podem tomar decisões embasadas sobre a segurança das operações de guindastes, garantindo que o solo seja capaz de suportar as cargas aplicadas.
A aplicação prática do ensaio de placa é particularmente notável em situações onde a segurança é de suma importância. Nas operações de guindastes em indústrias, a estabilidade da patola do guindaste sobre o solo é de suma importância. Qualquer afundamento inesperado pode resultar em sérios riscos à segurança. Portanto, esse teste desempenha um papel crucial na prevenção de acidentes, assegurando que o solo seja capaz de suportar as cargas impostas pelas operações de guindastes e máquinas pesadas.
O ensaio também desempenha um papel crucial na tomada de decisões em projetos de construção civil, pois fornece informações fundamentais para o dimensionamento adequado das fundações. Ao possibilitar uma estimativa precisa da capacidade de carga do solo, ele ajuda os engenheiros a otimizar o uso de recursos e a viabilizar soluções econômicas. Isso, por sua vez, reduz o desperdício de materiais e recursos, contribuindo para a eficiência econômica e a sustentabilidade ambiental dos projetos.

Ensaio de Integridade por Perfilagem Térmica (TIP)
O método de perfilagem térmica, também conhecido como TIP (Thermal Integrity Profiling), representa um avanço significativo na avaliação da integridade de estacas de concreto moldadas in loco.
Essa técnica utiliza medições de temperatura realizadas durante o processo de cura do concreto para avaliar o formato das estacas e identificar possíveis anomalias em sua estrutura.
O TIP oferece uma abordagem única e abrangente para a avaliação da integridade das estacas, o que o diferencia de outros métodos disponíveis. Uma das principais vantagens do TIP é sua capacidade de avaliar toda a extensão da estaca, proporcionando uma análise detalhada.
No entanto, a adoção do TIP ainda é incipiente no mercado brasileiro, devido à sua natureza inovadora e à necessidade de conscientização e promoção deste método. Uma das abordagens promissoras para introduzir o TIP no mercado é sua integração com a Prova de Carga Estática pelo método Bidirecional, possibilitando a avaliação da integridade das estacas após a injeção ocorrida durante o ensaio.
A técnica de perfilagem térmica se baseia na medição das temperaturas durante a cura do concreto, permitindo a detecção de variações térmicas que podem indicar defeitos ou problemas na estaca. Essa análise possibilita avaliar o alinhamento da armadura e o formato do fuste, identificando potenciais problemas na fundação.
Em síntese, a perfilagem térmica é uma técnica promissora para a avaliação da integridade de estacas de concreto, fornecendo uma visão abrangente e minuciosa do estado das estacas. Sua integração com outros métodos de ensaio pode facilitar sua adoção mais generalizada e contribuir para a segurança e eficiência de projetos geotécnicos em nosso país.

Ensaio à Tração
O ensaio à tração é uma variação do ensaio PCE convencional, que ajuda a compreender a capacidade de suporte das estacas quando submetidas a cargas de tração, ou seja, forças que atuam para afastar a estaca do solo.
O ensaio à tração é notável por sua inversão na direção do esforço aplicado em relação ao ensaio PCE convencional. Enquanto o PCE convencional envolve a compressão da estaca contra o solo, simulando a carga que um edifício exerce enquanto é erguido, o ensaio à tração envolve a aplicação de forças que tentam afastar a estaca do solo. Essas forças são aplicadas utilizando barras de tirantes ou cordoalhas de cabo de aço, criando uma tensão de tração na estaca.
No ensaio à tração, o foco principal recai sobre a medição do atrito lateral entre a estaca e o solo. Isso é crucial para entender como a estaca reage quando sujeita a cargas de tração, e a resistência do solo à qual a estaca está ancorada desempenha um papel importante nesse contexto.
Para realizar esse ensaio, um perfil de aço é colocado sobre a estaca, e esse perfil é submetido à tração por meio de uma escavadeira que exerce força contrária. O processo envolve o uso de um macaco hidráulico e uma célula de carga, que são responsáveis por aplicar a carga de tração e medir a resistência oferecida pela estaca.
O visor da célula de carga é utilizado para verificar a carga aplicada durante o ensaio, proporcionando informações cruciais sobre a capacidade de suporte da estaca à tração. Além disso, dispositivos de medição de deslocamento de alta precisão, como relógios digitais, são empregados para registrar minuciosamente os deslocamentos da estaca durante o ensaio.
Em resumo, o ensaio à tração em estacas é um procedimento valioso na engenharia geotécnica, permitindo avaliar a resistência estrutural das estacas quando submetidas a cargas de tração. Isso desempenha um papel essencial na determinação da segurança e estabilidade de estruturas que dependem de estacas como parte fundamental de sua fundação.
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